segunda-feira, 21 de setembro de 2020

O poncho

 O poncho



Técnica muito usada na América do sul onde também se estima que tenha sido usado pela 1ª vez


Sendo a América do sul uma zona com climas muito variados mas em algumas zonas extremos tal como nos Andes (CHILE) onde se pensa que foi usado pela 1ª vez mas sem certezas absolutas, certeza que há hoje em dia, é quase generalizada a sua utilização nessa zona.


O poncho por estranho que pareça também tem efeitos benéficos no verão pois ao reduzir o espaço ocupado as abelhas têm menos dificuldade em climatizar a parte ocupada pelas abelhas.




A grande parte do consumo de alimento pelas abelhas é destinado a manter a colmeia á temperatura ideal, que no meio do cacho ronda os 34Cº, ao usarmos o poncho estamos a reduzir esse esforço de climatização sobrando mais abelhas para outras tarefas tal como ajudar a criação ou ir para o pasto.




De lembrar que a 1º prioridade das abelhas é manter a criação á temperatura ideal 34Cº, se isso for conseguido com menos abelhas vamos ter então mais abelhas para outras tarefas, tal como manutenção da colmeia, puxar cera, recolher pólen e néctar para a colmeia.




O poncho no Inverno serve então para manter a temperatura e com menos consumo de mel, ajuda a passar o Invernos enxames mais pequenos que sem o poncho não conseguiam manter a temperatura ideal, ajuda a manter actividade na colmeia pois com temperatura adequada a actividade do enxame mantém se e isso é notório quando abrimos uma colmeia  no Inverno sem poncho e uma com poncho as abelhas trabalham junto ao cimo, sem poncho vemos o cacho parado a 3 ou 4 cm abaixo da prancheta.



Devemos então concentrar as abelhas no centro da colmeia ou núcleo de maneira que o enxame fique por baixo do furo da prancheta de agasalho, podemos também usar a prancheta multifunções.




No inverno serve também para manter os alimentos sólidos em estado de poder ser consumidos, pois com a temperatura e humidade libertada pela abelhas os alimentos em pasta estão sempre em condições de serem consumidos, de outra maneira há o risco de ficarem secos e duros tornado o consumo impossível e as abelhas morrem á fome e com alimento em cima.




No Verão o poncho serve para manter a humidade na colmeia e mais uma vez menos abelhas a climatizar mais abelhas dedicadas a outras tarefas, na América do sul o poncho é usado todo o ano.


Também se nota quando batemos na colmeia para ouvir o barulho da presença de abelhas nas colmeias emponchadas o ruído é muito maior sinal de maior vivacidade no interior.


Em Portugal já é utilizado há vários anos por alguns apicultores embora tenham mantido segredo e apenas para uso próprio, mesmo não havendo razão para não se ensinar o certo é que foi durante anos um segredo bem guardado. Pode ver no vídeo em baixo a sua aplicação




Na Macmel já o usamos há 6 anos e sempre que havia uma formação dávamos a conhecer a técnica tal como sempre fizemos com todos os nossos conhecimentos apículas que a muito custo fomos adquirindo e partilhando. De forma generalizado só há 2 anos é que usamos em todas as colmeias que não estavam totalmente cheias (10 quadros de abelhas)  


Pode encontrar aqui o plástico de bolinhas para fazer o poncho


WWW.MACMEL.PT


domingo, 13 de setembro de 2020

A rainha e a colmeia.

A rainha (curiosidades)


A única representante de sua casta, a rainha é o membro mais ilustre da colmeia. Não é apenas única na população da colônia, é vital para manter sua população. Uma rainha pode por até 2000 ovos por dia! Embora por ovos seja sua principal tarefa, a rainha também tem outras qualidades que podem surpreendê-lo.





Rainhas não são líderes
Supõe-se frequentemente que as rainhas gerenciam a colmeia como uma monarca o faria, dando ordens aos trabalhadores. Embora tenha influência no comportamento das obreiras, a colônia está de fato mais próxima do funcionamento democrático. A maioria das tarefas e funções diárias da colmeia é controlada por feromonas e outros sinais químicos que parecem ocorrer instintivamente. Quando uma decisão consciente é tomada, como a escolha do novo ninho durante a enxameação, as obreiras decidem votando!





Rainha só acasala uma vez na vida
A maioria dos insetos tem vida curta, mas pode se surpreender ao saber que uma rainha pode viver de dois a sete anos! Sua longevidade normalmente depende do número de machos com os quais se acasalou. Uma rainha acasala apenas uma vez na vida e mantém o esperma que coleta em um órgão especial (espermateca) do qual ela extrai espermatozoides para os seus óvulos até o final da sua vida. As rainhas acasalam no ar com o maior número possível de machos. Então, tecnicamente, ela faz sexo várias vezes num dia ou dois, mas só se acasala durante esse período único de sua vida. Uma colônia com uma rainha bem fecundada prosperará, mas ao longo dos anos a rainha pode ficar sem material genético (esperma). Uma vez esgotado, ela não pode acasalar novamente. É simplesmente substituída pelo apicultor ou pelas próprias abelhas. A maioria das rainhas põe ovos corretamente cerca de três anos.



Todos os ovos são criados iguais
As obreiras substituem as rainhas velhas ou disfuncionais, fazendo uma nova rainha a partir de um ovo da sua velha rainha. Quando uma rainha põe um ovo, ela pode pôr um ovo não fecundado ou um ovo fecundado. Os ovos não fecundados são destinados a se tornar zângãos (abelhas machos), mas um ovo fecundado tem o potencial de se tornar numa obreira ou numa rainha. O destino do ovo é determinado pela alimentação. As obreiras e as larvas de rainhas são alimentadas com geleia real nos três primeiros dias. No quarto dia, as larvas operárias seguem uma dieta de mel e pólen, enquanto a larva de rainha continua sendo alimentada com geleia real durante todo o seu desenvolvimento.



Uma partida de morte real
Quando as obreiras formam uma nova rainha, geralmente produzem mais de uma. Isso aumenta suas chances de criar uma rainha viável e forte. No entanto, pode (normalmente) haver apenas uma nova rainha na colmeia, portanto, quando as novas rainhas emergem, elas devem matar as outras concorrentes. Uma rainha recém-nascida picará suas rivais não eclodidas, matando-as enquanto eles ainda estão nas suas células. Se duas rainhas emergem ao mesmo tempo, elas devem lutar até a morte.



Ferrões trazem vida e morte
A picada de uma operária e de uma rainha é de fato um ovipositor modificado (um órgão usado para pôr e posicionar ovos). Isso significa que apenas as fêmeas das colmeias (obreiras e rainha) são capazes de picar e usar esse mesmo dispositivo para pôr ovos, enquanto os machos não. Embora obreiras e rainhas ponham ovos e piquem, cada uma delas trabalha um pouco diferente. O ferrão da obreira é em farpa e, quando picam, o ferrão fica preso na pele da vítima. Quando se afasta da vítima, o ferrão permanece no lugar e uma bombinha com uma bolsa de veneno fica presa. A obreira morrerá alguns minutos depois devido aos ferimentos, mas terá causado o máximo de dano ao seu alvo. Por outro lado, o ferrão da rainha é suave e pode ser usado várias vezes, mas a rainha o usa exclusivamente apenas para lutar com outras rainhas.





Indigestão real
Uma rainha é permanentemente seguida por uma "corte" de obreiras (chamada corte real). Estas a alimentam e lavam. Elas também limpam os seus resíduos e, de fato, digerem seus alimentos. Sem a atenção permanente das suas seguidoras, uma rainha morreria. Depende mesmo delas para digerir os seus alimentos. As rainhas não têm as mesmas glândulas que as obreiras usam para digerir seus alimentos; portanto, o alimento é pré-digerido antes de ser dado ​​ás rainhas.





Regime especial para o voo nupcial.

Uma rainha está inteiramente à mercê de suas obreiras para seu alimento e em certas épocas do ano as operárias colocam a sua rainha de dieta! Na primavera, grandes colônias se dividem ao meio como forma de espalhar a espécie. Este processo é chamado de enxameação. Cerca de metade da colônia, assim como a rainha, sai da colmeia e vai fundar uma nova colônia. As abelhas restantes formam uma nova rainha e perpetuam a colônia. A enxameação é uma operação arriscada e requer semanas de preparação. Um dos desafios é que a rainha, que quase nunca sai da colmeia, tem que voar uma grande distância para estabelecer um novo lar (geralmente a mais de 300m do local original). As abelhas rainhas são comilonas ruins por causa de seu tamanho e peso, então as operárias restringem a ingestão de comida das suas rainhas antes de enxamear para remediar isso. A rainha deve perder 1/3 do seu peso normal para poder voar!


Goste da nossa página formação no facebook https://www.facebook.com/formacaoapicultura

https://www.macmel.pt/


Fonte beekeepinglikeagirl.com      

domingo, 30 de agosto de 2020

Formação em linha criação rainhas

 Formação em linha criação rainhas




Programa.


CONHEÇIMENTO E SELEÇÃO DA RAINHA

Conheça a Rainha

PREPARAÇÃO DAS COLÔNIAS

A escolha das colônias "mães" ou seleção

A seleção de abelhas mais limpas ou "teste de limpeza"

A conservação de rainhas mães

Estimulação e desenvolvimento de colónias chocadeiras

Produzir suas próprias rainhas

Fecundação

Introdução rainhas virgens e fecundadas

Apiários de fecundação

Criação de zângãos




 
CONHEÇIMENTO E SELEÇÃO DA RAINHA


A escolha das colônias "mães", seleção. A seleção de abelhas mais limpas ou "teste de limpeza"



A conservação de rainhas mães

Estimulação e desenvolvimento de colónias chocadeiras

Uso da chocadeira para criação de rainhas em grande quantidade


MATERIAL BASE


As cúpulas. Quadros para realeiras. Transferência espátula ou "picking




Produzir suas próprias rainhas


Rainhas, produzir menos de 20 por ano. Produzir, de  20 a 200 rainhas por ano. A criação de zangãos

Escolher a melhor apiário de fecundação. Que modelo de núcleos escolher?

Transporte e introdução das células de reais. Colmeia com rainha dupla




Avaliação e recolha de rainhas. Marcação de rainhas


Uso adequado de rainhas






A introdução de rainhas virgens

A introdução de rainhas fecundadas

A introdução das rainhas de grande valor

A constituição numa colmeia zânganeira


A PRODUÇÃO DE ABELHAS PARA DESDOBRAMENTOS

Vagas limitadas, inscrições aqui