Dia 10 de Outubro de 2020
Programa.
- Importância das Substituição de Ceras
- Decantação da cera
- Purificação e Moldagem de Ceras
- Aspetos Sanitários Relevantes
Dia 10 de Outubro de 2020
Programa.
O poncho
Técnica muito usada na América do sul onde também se estima que tenha sido usado pela 1ª vez
Sendo a América do sul uma zona com climas muito variados mas em algumas zonas extremos tal como nos Andes (CHILE) onde se pensa que foi usado pela 1ª vez mas sem certezas absolutas, certeza que há hoje em dia, é quase generalizada a sua utilização nessa zona.
O poncho por estranho que pareça também tem efeitos benéficos no verão pois ao reduzir o espaço ocupado as abelhas têm menos dificuldade em climatizar a parte ocupada pelas abelhas.
A grande parte do consumo de alimento pelas abelhas é destinado a manter a colmeia á temperatura ideal, que no meio do cacho ronda os 34Cº, ao usarmos o poncho estamos a reduzir esse esforço de climatização sobrando mais abelhas para outras tarefas tal como ajudar a criação ou ir para o pasto.
De lembrar que a 1º prioridade das abelhas é manter a criação á temperatura ideal 34Cº, se isso for conseguido com menos abelhas vamos ter então mais abelhas para outras tarefas, tal como manutenção da colmeia, puxar cera, recolher pólen e néctar para a colmeia.
O poncho no Inverno serve então para manter a temperatura e com menos consumo de mel, ajuda a passar o Inverno enxames mais pequenos que sem o poncho não conseguiam manter a temperatura ideal, ajuda a manter actividade na colmeia pois com temperatura adequada a actividade do enxame mantém se e isso é notório quando abrimos uma colmeia no Inverno sem poncho e uma com poncho as abelhas trabalham junto ao cimo, sem poncho vemos o cacho parado a 3 ou 4 cm abaixo da prancheta.
Devemos então concentrar as abelhas no centro da colmeia ou núcleo de maneira que o enxame fique por baixo do furo da prancheta de agasalho, podemos também usar a prancheta multifunções.
No inverno serve também para manter os alimentos sólidos em estado de poder ser consumidos, pois com a temperatura e humidade libertada pela abelhas os alimentos em pasta estão sempre em condições de serem consumidos, de outra maneira há o risco de ficarem secos e duros tornado o consumo impossível e as abelhas morrem á fome e com alimento em cima.
No Verão o poncho serve para manter a humidade na colmeia e mais uma vez menos abelhas a climatizar mais abelhas dedicadas a outras tarefas, na América do sul o poncho é usado todo o ano.
Também se nota quando batemos na colmeia para ouvir o barulho da presença de abelhas nas colmeias emponchadas o ruído é muito maior sinal de maior vivacidade no interior.
Em Portugal já é utilizado há vários anos por alguns apicultores embora tenham mantido segredo e apenas para uso próprio, mesmo não havendo razão para não se ensinar o certo é que foi durante anos um segredo bem guardado. Pode ver no vídeo em baixo a sua aplicação
Na Macmel já o usamos há 6 anos e sempre que havia uma formação dávamos a conhecer a técnica tal como sempre fizemos com todos os nossos conhecimentos apículas que a muito custo fomos adquirindo e partilhando. De forma generalizado só há 2 anos é que usamos em todas as colmeias que não estavam totalmente cheias (10 quadros de abelhas)
Pode encontrar aqui o plástico de bolinhas para fazer o poncho.
A rainha (curiosidades)
A única representante de sua casta, a rainha é o membro mais ilustre da colmeia. Não é apenas única na população da colônia, é vital para manter sua população. Uma rainha pode por até 2000 ovos por dia! Embora por ovos seja sua principal tarefa, a rainha também tem outras qualidades que podem surpreendê-lo.
Rainhas não são líderes
Supõe-se frequentemente que as rainhas gerenciam a colmeia como uma monarca o faria,
dando ordens aos trabalhadores. Embora tenha influência no comportamento das
obreiras, a colônia está de fato mais próxima do funcionamento democrático. A
maioria das tarefas e funções diárias da colmeia é controlada por feromonas e
outros sinais químicos que parecem ocorrer instintivamente. Quando uma decisão
consciente é tomada, como a escolha do novo ninho durante a enxameação, as
obreiras decidem votando!
Todos os ovos são criados iguais
As obreiras substituem as rainhas velhas ou disfuncionais, fazendo uma nova
rainha a partir de um ovo da sua velha rainha. Quando uma rainha põe um ovo,
ela pode pôr um ovo não fecundado ou um ovo fecundado. Os ovos não fecundados
são destinados a se tornar zângãos (abelhas machos), mas um ovo fecundado tem o
potencial de se tornar numa obreira ou numa rainha. O destino do ovo é determinado
pela alimentação. As obreiras e as larvas de rainhas são alimentadas com geleia
real nos três primeiros dias. No quarto dia, as larvas operárias seguem uma
dieta de mel e pólen, enquanto a larva de rainha continua sendo alimentada com geleia
real durante todo o seu desenvolvimento.
Uma partida de morte real
Quando as obreiras formam uma nova rainha, geralmente produzem mais de uma.
Isso aumenta suas chances de criar uma rainha viável e forte. No entanto, pode
(normalmente) haver apenas uma nova rainha na colmeia, portanto, quando as
novas rainhas emergem, elas devem matar as outras concorrentes. Uma rainha
recém-nascida picará suas rivais não eclodidas, matando-as enquanto eles ainda
estão nas suas células. Se duas rainhas emergem ao mesmo tempo, elas devem lutar
até a morte.
Ferrões trazem vida e morte
A picada de uma operária e de uma rainha é de fato um ovipositor modificado (um
órgão usado para pôr e posicionar ovos). Isso significa que apenas as fêmeas
das colmeias (obreiras e rainha) são capazes de picar e usar esse mesmo
dispositivo para pôr ovos, enquanto os machos não. Embora obreiras e rainhas
ponham ovos e piquem, cada uma delas trabalha um pouco diferente. O ferrão da
obreira é em farpa e, quando picam, o ferrão fica preso na pele da vítima.
Quando se afasta da vítima, o ferrão permanece no lugar e uma bombinha com uma
bolsa de veneno fica presa. A obreira morrerá alguns minutos depois devido aos
ferimentos, mas terá causado o máximo de dano ao seu alvo. Por outro lado, o ferrão
da rainha é suave e pode ser usado várias vezes, mas a rainha o usa
exclusivamente apenas para lutar com outras rainhas.
Indigestão real
Uma rainha é permanentemente seguida por uma "corte" de obreiras
(chamada corte real). Estas a alimentam e lavam. Elas também limpam os seus
resíduos e, de fato, digerem seus alimentos. Sem a atenção permanente das suas
seguidoras, uma rainha morreria. Depende mesmo delas para digerir os seus
alimentos. As rainhas não têm as mesmas glândulas que as obreiras usam para
digerir seus alimentos; portanto, o alimento é pré-digerido antes de ser dado
ás rainhas.
Uma rainha está inteiramente à mercê de suas obreiras para seu alimento e em certas épocas do ano as operárias colocam a sua rainha de dieta! Na primavera, grandes colônias se dividem ao meio como forma de espalhar a espécie. Este processo é chamado de enxameação. Cerca de metade da colônia, assim como a rainha, sai da colmeia e vai fundar uma nova colônia. As abelhas restantes formam uma nova rainha e perpetuam a colônia. A enxameação é uma operação arriscada e requer semanas de preparação. Um dos desafios é que a rainha, que quase nunca sai da colmeia, tem que voar uma grande distância para estabelecer um novo lar (geralmente a mais de 300m do local original). As abelhas rainhas são comilonas ruins por causa de seu tamanho e peso, então as operárias restringem a ingestão de comida das suas rainhas antes de enxamear para remediar isso. A rainha deve perder 1/3 do seu peso normal para poder voar!
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